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27/03/2017

Papagueando - Odeio Impressoras

Eu odeio impressoras. Não sei explicar exactamente de onde vem este ódio, mas não consigo ser amiga de nenhuma delas!

No meu actual local de trabalho, estou rodeada de três impressoras - cada uma com a sua devida função - e não vos sei explicar como me sinto à beira de um ataque de nervos de cada vez que uma delas começa a fazer barulhos suspeitos, sem nenhuma razão aparente! Eu sei que bem lá no fundo, elas se estão a unir para me fazerem a folha, ao estilo Guerra dos Mundos. 

Já imaginaram os milhões que iria ganhar com esta ideia? Uma tentativa de extinguir a raça Humana, só com impressoras. É melhor patentear isto, não vá algum engraçadinho ou engraçadinha o tentar primeiro.

Mas passando os meus pesadelos à frente, as impressoras também são objectos extremamente pedinchões e exigentes! Como aquele ex-namorado ou namorada que está constantemente a exigir atenção a meio de uma série. Entendem agora o meu problema com impressoras?? Não há nada mais irritante do que ser interrompido a meio de uma série. Ou então sou só eu...e se calhar é essa a razão de estar solteira há tanto tempo ah ah ah

Mas, voltando ao tópico, as impressoras precisam SEMPRE de alguma coisa: ou papel, ou tinteiros, ou até mesmo que se lhe mude o chip, se já forem daquelas chiques como a que tenho aqui. 

Sempre que estas desgraçadas me apitam ou acendem luzinhas porque precisam de alguma coisa, eu só consigo automaticamente imaginar a voz de uma criança mimada que exige qualquer coisa que vê no supermercado:

- Dá-me papel, já!! Senão deres eu vou-me atirar ao chão e não imprimo mais. Para além, de continuar a fazer barulhos ensurdecedores que te irão levar à loucura lentamente.

Ou então...

- HP o que é que se passa contigo? Já te pus papel, e o tinteiro mudei ontem! Porque é que não imprimes?? 
- Erro 230 -existe uma falha que pode ser 300 mil coisas diferentes, mas a minha função é mesmo só indicar-te o código do erro para que tu possas desligar-me e ligar-me 200 vezes, a achar que vai resolver o problema, e ires recorrer ao teu amigo Google, no final.
- Okay, HP. Eu já percebi que não me queres ajudar. Eu prometo que vou tratar de ti, mas podes por favor imprimir só esta guia??
- NÃO! 

Entendem o meu desespero agora?? Infelizmente, a sorte delas e o meu azar é que são de facto muito necessárias. Mas eu não consigo conviver com nenhuma delas. Nem vou começar a falar do som horrendo que fazem quando decidem comer papel em vez de o cuspir! A primeira vez que isso me aconteceu, foi na minha casa e eu fugi.pela.minha.vida.

Se a impressora fosse um cão, e se nós lhe pisássemos a pata, era aquele som que iria fazer.

Eu sou tech-friendly com tudo, menos com impressoras!

Estou imensamente interessada em saber se alguns dos fantasminhas tem destes problemas. Sintam-se em casa, sim?


Ps:acabei de me aperceber que escrevi um diálogo entre mim e uma impressora. O Futuro não me parece muito brilhante para os meus lados...

19/02/2017

Papagueando - Trincaram-me a Panacota!


Decidi arranjar um espacinho só para escrever sobre os meus pensamentos críticos do Mundo. Achei por bem, chamá-lo “Papagueando”, porque é isso mesmo que vou fazer.

Ontem, conseguiram arrancar-me do conforto do lar para ir ao cinema. A minha fiel discípula, e também filmopédia ambulante, é a única pessoa que me arrasta para este tipo de sítios, num sábado à noite, onde meio mundo está caído. Vamos chamá-la S, para proteger a sua identidade.

Ao fim de muitas e muitas vezes a ir àquele centro comercial - vamos chamá-lo CCC para proteger a sua identidade - achei por bem redigir um texto sobre o nosso local de refeição da praxe, e extremamente azarado, quando nos vamos passear pelo CCC.

Ora bem, eu e a minha amiga S, de toda a vez que temos de ir ao CCC - por norma é porque uma de nós tem algum dever perto daquele local e aproveita-se a passagem - a conversa começa sempre da mesma maneira:

- Onde é que vais almoçar?
- Ai, já sabes que eu vou à Italian Republic, porque têm lá aquele calzone que eu adoro.

Eu juro que é mesmo isto que se passa. Se conseguirem contactar a minha amiga S, eu prometo que ela vai confirmar a minha história.

No entanto, há um detalhe sobre este local - o Italian Republic, nunca funciona. Das 200 vezes que esta história já se repetiu, temos sempre algum episódio macabro para contar do funcionamento deste restaurante.

A minha amiga S, quase sempre fica à espera 40 minutos do calzone, porque “se esqueceram”. A mim, chegaram a entregar a minha pizza a outra pessoa, que tinha pedido uma igual, e que tinha chegado depois de mim.

O mais engraçado de tudo, é que já assistimos, em plena hora de ponta e confusão naquela cozinha, uma senhora - que nós partimos do princípio que fosse gerente ou qualquer coisa semelhante - vestida à “civil” a pôr e a tirar pizzas do forno com uma grande ligeireza, porque os moços não estavam a conseguir dar conta do recado e a dar com cada descasca a alto e bom som.

Cá fora, assistimos a clientes furiosos, em que as pizzas eram mais uma vez entregues a outras pessoas que chegaram depois, e a minha amiga S, chegaram a dar como medalha de compensação um calzone que diminui drasticamente de tamanho - isto após 40 minutos de espera.

Assim que saímos com os pedidos, dizemos sempre isto:

- Foda-se nunca mais lá voltamos!
- Epa mas podes crer! E para a próxima vou escrever no Livro de Reclamações.

Nunca aconteceu! Voltamos lá sempre, na esperança de que da próxima vez corra melhor. Isto só porque a minha amiga S, pelos vistos, saliva pelo belo do calzone o ano inteiro.

É tão engraçado, que eu até me lembro das caras do staff, e das expressões de horror quando a coisa começa a correr mal e a fila a aumentar - que acontece sempre, amigos, sempre.

Ontem, como manda a tradição fomos lá de novo. Provavelmente, correu bem porque fomos cedo - não houve calzone esquecido, nem 40 minutos de espera.

Mas estava uma senhora, à nossa frente que não teve tanta sorte! Pela farda, deveria trabalhar no CCC e estava na hora da pausa para a refeição. A senhora, pediu uma massa - e não é que ontem as frigideiras também decidiram ter problemas e não funcionar?? A senhora, ao que parece passou praticamente a hora toda da refeição à espera que 3 empregados, de volta de uma placa de indução e de uma frigideira conseguissem dar conta do recado e do problema. Eu só me lembro de ouvir - “Deixe estar isso assim, porque daqui a bocado fico a hora toda aqui!”

Isto acompanhado dos ocasionais comentários da minha amiga S, que fica a espreitar para a cozinha e a dizer - “O gajo da pizza está a trabalhar com pouco vigor. Vamos lá ver se não se esquece da minha calzone”; até eu olhar para a vitrine das quase inexistentes sobremesas e verificar que “Olha a panacota já foi trincada”; “Epa isso podia ser uma frase das 50 sombras de Grey - trincaram-me a panacota”, disse a minha amiga S.

Mesmo antes de pagar - coisa que ainda ponderamos em não fazer uma vez que nos deram as pizzas para a mão e toda a gente que estava ao balcão desapareceu - assistimos a duas asiáticas (sinceramente, desta vez não consegui mesmo perceber de onde eram) a desistir e a abandonar os tabuleiros, porque passados 10 minutos ninguém aparecia com as pizzas.

Amigos, se quiserem diversão e material de escrita - ou até mesmo sangue para escreverem reclamações - dirijam-se à Italian Republic, no CCC! Não se vão arrepender, juro!